DEPOIMENTO DE UM PAI EMOCIONADO

O depoimento a seguir está transcrito integralmente como foi enviado para nosso site:

Nosso filho, entrou no Colégio EMECE neste ano de 2005, para cursar a 5ª série.

Veio de um Colégio construtivista, de outro bairro, de outra turma, de outra "família" escolar...

Nós, pais, estávamos passando por uma fase muito difícil (doença grave) e precisávamos mudar de emprego (trabalhamos juntos) para ficarmos mais próximos de casa e para podermos dar continuidade ao tratamento, que parecia ser demorado.

Ele estudava num Colégio, onde atravessávamos a rua de nosso trabalho e já o buscávamos. Como nossa transferência se daria para mais perto de casa.

Ele se transferiu, também. (Crise de pais que "desviam" a vida do filho para outros rumos)

Foi difícil para nós, ao vermos todas as dúvidas lampejando pelo brilho aquoso de seus olhos e pelo titubear de seus passos no primeiro dia de aula.

Nossos olhos também relampejavam dúvidas maiores do que as dele... Nosso andar claudicava mais do que o dele... Foi difícil voltar para casa e deixá-lo em seu novo mundo...

Ele precisou, por motivos alheios à nossa vontade, ficar no Colégio, além do período normal de aulas.

Ao chegarmos à tarde, tentando esconder a emoção aquosa de nossos olhos, abrimos um sorriso (ao menos tentamos) e lhe perguntamos: "- Como foi?"; e, a resposta veio direta como o Fio da Navalha: um olhar triste e a frase "- Um tédio!..."

E, não se falou mais nessa frase... Falou-se de adaptações, de novos amigos, de novos jogos, de novos passos de vida, de outros desafios, de formação interior, de tudo... menos do tédio...

Dia seguinte. Vida nova. Novos medos. Novas dúvidas. Novo tédio???

Fomos buscá-lo. "- E aí, como foi hoje!" - e a resposta veio mais rápida do que no dia anterior: "- Já tenho dois amigos, que também colecionam Cards de Magic. Nossa, o professor de História é muito legal! O de Ciências é muito bom! A de Matemática tem cara de braba, mas parece ser boazinha - eu que não gosto de Matemática - Chi, vai ter Desenho Geométrico, vocês me ensinam? Amanhã eu vou levar meu livro para meus amigos verem..." - e essa metralhadora disparou palavras de muito entusiasmo, amor, amizade, julgamento de valor à primeira vista, vontades reprimidas e a germinação de uma adolescência que nós ainda não havíamos percebido.

Houve um terceiro dia e, ao chegarmos, nova rajada de palavras e frases atabalhoadas, ditas com um brilho, que já conhecíamos, em seu olhar. Todos os outros professores (Geografia, Inglês, Música, Educação Física, Filosofia...), inspetores de alunos, funcionários, diretoria passaram pelo crivo de seu julgamento de menino. Tudo foi muito (MUITO) bem avaliado.

Criança não mente!!!

Tivemos a primeira reunião de pais e mestres + Diretoria...

Aaaaaaaaaahhh!!! Há quanto tempo não ouvíamos palavras éticas, coerentes, firmes (A frase mais firme e que jamais esqueceremos, foi dita pela Diretora, Dona Marlene, ao apoiar suas duas mãos sobre o tampo da mesa, visivelmente contrariada, dizendo e olhando no fundo dos olhos de cada pai e mãe: "- Ontem, o Colégio completou 46 anos. Eu juro que nunca mais acontecerá o que está acontecendo neste momento: são 7h33min; estou atrasada 3 minutos. Nunca mais isto voltará a acontecer!" - Deus do céu! Há quanto tempo a gente não ouvia algo assim!!!).

Estamos num país sem Lei e que se dirige a jato, para o caos social, pela impunidade, pelo maldito permissivismo (permitir para ser permitido), pelo péssimo exemplo de partidos e de políticos que conseguem corromper e incentivar, até, o pior dos criminosos. Num país sem escrúpulos como no nosso (INFELIZMENTE), onde a droga pesada, o sexo barato, o jogo escancarado, a ilusão tatuada na pele estão tão próximos da porta da escola. Num país em que, desde o líder comunitário até o mais alto escalão federal estão pisando no caos da desonra, ainda encontramos sorrisos abertos de funcionários, que vibram receberem a vida de nossos filhos, a cada manhã e ao entregar nossas crianças às nossas mãos, quando chegamos do trabalho.

Realmente, nossas dúvidas e nossos temores se diluíram num mar de amizade, respeito, amor, lealdade, compreensão e, principalmente, de uma coisa que não se aprende, mas se exerce e se executa: ÉTICA!

Hoje, vi no site do Colégio, que existe um cantinho para que pais coloquem suas sugestões, críticas e outros assuntos. É por isto que estou escrevendo: para elogiar!

Hoje, menos de quatro meses, desde o início das aulas e da nova vida, nosso filho tem muitos (MUITOS) amigos (BONS como ele); tem atividades sadias (xadrez, piano, jogos, biblioteca, informática, flauta...); tem amigos leais nos funcionários, que o acompanham, ajudam, orientam...

Hoje, temos certeza da escolha correta para ele. E, principalmente, temos a segurança de que ele crescerá com valores que nós incentivamos e o EMECE cultiva em cada aluno. Se, um dia (Deus o livre...) for político ou tiver o poder nas mãos, temos certeza de que saberá utilizar, da melhor e mais justa maneira, o que aprendeu no lar e no EMECE.

Agradecemos a todos (não distinguimos ninguém, pois não há distinção numa família em que todos falam a mesma língua e rezam no mesmo catecismo) os que estão FORMANDO (até mais do que IN-formando) o nosso filho e, logicamente, os filhos de todas as famílias da grande família EMECE.

É tão simples ser bom! Por que complicar?

"Olhai os lírios do campo! Eles não fiam, nem tecem..."

Gratos! Gratos por tudo o que já fizeram por nosso filho. Gratos por tudo o que ele, ainda, vai aprender com todos EMECEanos.

Que o Senhor dos nossos corações possa iluminar o caminho de cada um.

Pedro e Silvana

 

Se você é pai ou mãe de aluno e quiser enviar seu depoimento, utlize-se do e-mail: admsite@emece.com.br


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